Se o primeiro trimestre do ano consolidou tendências com agentes de IA se tornando realidade operacional, marcas dobrando apostas em sustentabilidade, e o mercado começando a reagir à hiper personalização com responsabilidade, o segundo trimestre chega para separar posicionamento de oportunismo.
As expectativas para os próximos meses se cruzam em três dimensões:
1. Inovação que precisa sair do piloto e escalar
2. Pressões regulatórias e sociais que exigem respostas de verdade
3. Tecnologias acessíveis que cobram coragem para serem aplicadas
Reunimos os sinais mais consistentes do mercado com base em mais de 40 fontes verificadas, entre elas Harvard Business Review, McKinsey, Meio & Mensagem, Kantar, Gartner, TechCrunch, Agência Brasil, CNN Brasil, Sebrae, Folha de Cianorte, G1, StartSe e mais.
A análise é nossa e já queremos deixar uma provocação bem clara: exige posicionamento real e execução madura.
Agentes de IA: de buzz a back-office
Em março, o relatório da Folha de Cianorte trouxe um dado contundente: 33% dos softwares corporativos terão agentes de IA integrados até 2028, segundo a Gartner. Mas esse número ganhou cara e CPF em março com anúncios de empresas como NVIDIA, IBM, SAP e startups como a brasileira CogniLink, que apresentou seu “copiloto administrativo” durante o Startup Summit.
Este trimestre será do rollout interno. Empresas médias e grandes vão começar a migrar de chatbots básicos para agentes treinados que:
• cruzam dados históricos de CRM, ERP e sistemas de vendas
• executam recomendações de pricing dinâmico
• automatizam follow-up de leads com lógica contextual
A regulação de IA na Europa — que começa a impactar multinacionais e plataformas digitais brasileiras — será tema quente neste mês. Espera-se que Google, Meta e Amazon se pronunciem sobre como estão adequando seus produtos, o que vai gerar arrasto para marcas menores que operam dentro desses ecossistemas.
Insight Sculpt:
A IA deixou de ser ferramenta. Agora, ela vira estrutura invisível que decide com (ou por) você. Se sua empresa ainda está “testando o Chat GPT”, está há pelo menos 6 meses atrás da curva.
O “teste de fumaça” da sua narrativa sustentável
A COP30 acontece em novembro, mas abril já é o termômetro da preparação brasileira.
A Agência Brasil reportou (24/03) que dezenas de startups nacionais estão lançando produtos e serviços com potencial real de impacto ESG — incluindo:
• embalagens compostáveis com rastreamento de origem
• inteligência climática para produção agrícola
• marketplaces de crédito de carbono verificado
Ao mesmo tempo, o mercado europeu passa a exigir comprovação de práticas sustentáveis via certificações específicas a partir deste trimestre — um alerta para exportadores e marcas que operam internacionalmente.
Dado da Kantar (Mar/25):
62% dos consumidores consideram ESG na decisão de compra, mas só 18% confiam que as marcas fazem o que dizem.
Insight Sculpt:
ESG virou auditoria reputacional. Quem tiver discurso sem lastro (ou dado) vai pagar com perda de valor de marca. ESG agora é parte do compliance estratégico.
Posicionamento de marca vai exigir coragem editorial
O estudo da Meio & Mensagem com a VML mostrou que marcas que assumem posição clara em temas polêmicos têm 64% mais engajamento e 2x mais recall positivo — desde que a narrativa esteja ancorada em prática real.
Por isso, abril chega decisivo para marcas que operam em mercados polarizados ou sensíveis, como:
• tecnologia e privacidade
• sustentabilidade e rastreabilidade
• inclusão e diversidade
Exemplo real:
A Natura, ao anunciar que retirará 100% dos microplásticos de suas fórmulas até 2026, reforçou não só um compromisso ecológico, mas se diferenciou da concorrência com base técnica e plano público.
Insight Sculpt:
O consumidor não espera neutralidade — espera coerência. O que você diz tem que estar alinhado com o que você vende, promove e entrega.
Três microtendências para vigiar de perto
Economia da recorrência emocional
Modelos de assinatura voltam com tudo — mas com proposta de valor emocional, não só comodidade. Exemplos: assinatura de experiências exclusivas, mentorias contínuas, coleções de produtos autorais com storytelling.
Transparência visual como estratégia de influência
O que era “bastidores” virou campanha. Conteúdos que mostram como é feito, quem faz e por que é feito têm taxas de conversão superiores a 25%, segundo a Brandwatch. Abril deve ver explosão de creators e marcas explorando isso no TikTok, Reels e Shorts.
Experiência de privacidade como parte da jornada do cliente
Com os casos recentes de vazamentos e uso indevido de IA, empresas que mostrarem como protegem dados do usuário na prática (com design de UX inclusivo, explicações claras e canais seguros) terão diferencial imediato.
Agora vamos separar quem anuncia de quem executa
Estamos num ponto de virada.
Abril de 2025 será lembrado como o mês que transformou tendências em critérios.
Não se trata mais de “o que você vai testar” — mas o que você vai deixar de fazer por medo, lentidão ou falta de direção.
Na Sculpt, lemos o cenário com lupa estratégica, transformamos tendências em ROTINA de crescimento, e ajudamos empresas a colocarem seus diferenciais na rua com clareza e consistência.